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No primeiro semestre de 2009, o comércio eletrônico brasileiro movimentou 4,8 bilhões de reais, 27% a mais que o mesmo período de 2008, segundo o relatório a 20ª edição do relatório WebShoppers, da consultoria e-bit, divulgado nesta terça-feira (18/8).
O comércio eletrônico registrou, no primeiro semestre do ano passado, 3,8 bilhões de reais de faturamento.
Nos primeiros seis meses deste ano, o gasto médio do consumidor brasileiro em compras online foi de 323 reais. De acordo com o e-bit, o número alto se deve à escolha por produtos mais caros, como dos setores de Informática e Eletrodomésticos.
A tendência é que o valor se mantenha estável pois, "se por um lado os consumidores compram mais eletrodomésticos, compram menos produtos mais baratos, como CDs e DVDs, e isso mantém o equilíbrio, segundo Pedro Guasti, diretor geral da e-bit.
A categoria de Eletrodomésticos somou 13% do volume geral de pedidos na web em junho, alcançando o 2º lugar em vendas. No semestre, estes produtos ficaram na 4ª posição - o aumento de vendas foi impulsionado pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a área.
Nos três primeiros lugares estão, respectivamente, as categorias "Livro, revistas e jornais", "Saúde, beleza e medicamentos" e "Informática". A quinta posição ficou com "Eletrônicos".
A expectativa para o segundo semestre é que o comércio eletrônico movimente 5,8 bilhões de reais. O período participa, no geral, com 55% do faturamento anual do e-commerce brasileiro, devido à força de datas como o Dia dos Pais e Natal.
"Devemos registrar, no ano, 10,5 bilhões de reais de faturamento, com mais de 30 milhões de pedidos feitos pela internet", analisa o executivo. Até o final do ano, 17 milhões de pessoas devem comprar virtualmente.
O maior número de usuários equivale a um crescimento de cerca de 22% diante dos 13,2 milhões de consumidores do mesmo período de 2008, e se deve, a princípio, pelo aumento do número de internautas no Brasil. Eles, naturalmente, convergem para o comércio eletrônico, segundo Guasti.
“Além disso, temos mais lojas de marcas de confiança, atraindo as pessoas que não se sentiam à vontade para comprar”, explica. Outro fator é o “preço agressivo dos produtos em relação ao varejo tradicional”, além de usuários ajudando uns aos outros com opiniões sobre os produtos, diz o diretor.
O levantamento aponta ainda que cerca de 86% dos brasileiros que compram na web estão satisfeitos com as lojas virtuais.
Fonte: IDG Now!
Fonte link: http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/08/18/comercio-eletronico-brasileiro-cresce-27-no-primeiro-semestre/
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